| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | ||
| 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 |
| 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 |
| 20 | 21 | 22 | 23 | 24 | 25 | 26 |
| 27 | 28 | 29 | 30 |
Há muito tempo, os mercados usam marcas e recursos visuais para diferenciar seus produtos dos produtos alheios. Um oleiro identificava seus potes imprimindo a marca de seu polegar no barro molhado, no fundo do pote, ou fazendo sua marca - um peixe, uma estrela ou uma cruz, por exemplo. Podemos presumir com segurança que esse recurso das marcas, ou logotipos, são anteriores às marcas identificadas por palavras.
Sem dúvida, o orgulho pelo próprio produto teve certa relevância no caso, mas um bom oleiro também esperava que seus clientes procurassem por sua marca pessoal e comprassem seus potes, preferindo-os aos de outros oleiros. Isto é, convinha ao cliente, também, se os potes comprados fossem bons, era mais plausível que comprasse outros do mesmo oleiro, em vez de arriscar a compra de um outro produto que poderia não ser tão bom.
Ao contrário, se o produto de um oleiro não tivesse sido bom, era possível procurar por sua marca e evitá-la! Naturalmente, os produtores de potes de má qualidade logo aprenderam que uma maneira de vender a mercadoria, pelo menos a curto prazo, era colocar uma marca em potes de qualidade inferior para fazer com que os compradores pensassem que eram de um oleiro bom e confiável.
Durante séculos, as marcas e logotipos foram usados principalmente em escala local. As exceções eram as marcas diferenciadoras usadas por Reis, Imperadores e Governos. A Flor-de-Lis na França, a Águia de Hadsburgo na Áustria-Hungria e o Crisântemo Imperial no japão indicavam propriedade ou controle. De maneira semelhante, a concha da Amêijoa, provinda da lenda ligada ao santuário de S. Jaime em Santiago de Compostela (no noroeste da Espanha, um centro Medieval de Peregrinação, quando os locais sagrados da palestina foram fechados aos peregrinos pelos Muçulmanos) foi amplamente usada na Europa Pré-Renascença, como símbolo de piedade e fé.
Nos séculos XVII e XVIII quando avolumou-se a manufatura de fina porcelana, mobiliária e tapeçaria na França e na Bélgica, principalmente devido ao patrocínio Real, as marcas e logotipos foram usados pelas fábricas para indicar qualidade e origem. Ao mesmo tempo, o cumprimento das leis relativas ao selo de qualidade em objetos de ouro e prata era exigido com mais regidez para que o comprador pudesse ter confiança no produto.
Entretanto, o uso de marcas e logotipos em larga escala data apenas de um pouco mais de cem anos. Na segunda metade do século XIX, o aperfeiçoamento das comunicações e da manufatura permitiu, pela primeira vez, o mercado maciço de produtos de consumo, e muitas das marcas mais conhecidas atualmente vêm daquela época - máquinas de costura Singer, refrigerante Coca-Cola, Cerveja Bass, Aveia Quaker, Viagens Cook´s, sabonete Sunlight, Cereal Matinal Shredded Wheat, Filmes Kodak, Cheques de Viagem Americam Express, Feijão em Lata Heinz e Seguros Prudential são apenas alguns exemplos.
Mas foi nos últimos trinta anos que houve a verdadeira explosão no uso de marcas e logotipos. A era da televisão teve muito a ver com isso, assim como a rápida expansão de indústrias secundárias e de serviços estaleiros, minas de carvão e beneficiadoras de aço pouco necessitavam de marcas e logotipos. Mas os fabricantes de comida, as empresas de cartões de crédito, os fabricantes de aparelhos de áudio e estéreo, os fabricantes de computadores e as cadeias de lanchonetes consideram suas marcas e logotipos o coração de seus negócios.
Fonte: Oficina Código