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Terra Blog

Arquivo de: 2008

19.05.08

Não gostei do exame, quero outro!

Extraído do blog da Zucco. Parece até piada, mas é real...

Imagine que delícia. Você vai ao médico fazer uma consulta.
- Bom dia Dr.
- Bom dia. E aí o que lhe trouxe até aqui?
- É que eu ando com um probleminha aí Dr. e me disseram que era pra eu vir conversar com o senhor.
Ando com umas dores estranhas no peito e estou um pouco preocupado. Será que o senhor pode me ajudar?
- Claro, vamos fazer uma radiografia.
Você vai até a clínica, faz a radiografia e retorna ao consultório.
O médico dá uma boa olhada e conclui:
- Olha, o senhor está com uma mancha que me parece um câncer.
- Câncer, hummm… não gostei, quero que vc faça outra radiografia, uma mais amena sabe, essa tá muito fúnebre,muito caída, pra baixo, faz uma de pneumonia, ou algo parecido uma coisa mais “up”. Ah! e muda as cores também, to achando que esse preto tá confundindo. Pode me entregar pra amanhã?
Certamente essa cena seria ridícula dentro de um consultório médico, mas já dentro de uma agência……… normal.
Falta um pouco de confiança no trabalho das agências. Não generalizando.
Fica isso para pensarmos um pouco.

  • criado por  giselerosumek criado por giselerosumek
  • Postado em 09:19:03

25.04.08

MANUAL DE IDENTIDADE VISUAL

Como Usar, Como Comunicar
Gisele Baumgarten Rosumek

O designer faz todo o seu trabalho: desenvolve uma marca legível, original, aplicável, memorável. Desenvolve um manual de identidade visual completo, pensando em todas as aplicações possíveis para a marca gráfica. E entrega todo este material para o cliente, este muito satisfeito com o trabalho. Recebe seu pagamento, talvez até ganhe algum prêmio com o projeto. Pode até continuar prestando serviços para o cliente.

Meses depois, ao adentrar um dos pontos de venda do cliente, vê a marca aplicada de maneira incorreta em um cartaz. Então, analisando detalhadamente todo o ambiente, percebe outras incoerências: a marca foi alterada em suas proporções em um formulário, a fonte original foi trocada no bordado dos uniformes.

O que houve de errado? Vamos a algumas especulações.

Talvez a agência manteve contato apenas com o departamento de marketing, ou qualquer outro que tenha solicitado o serviço. E este departamento, com uma visão centralizadora, manteve o manual de identidade visual em sua posse, sem divulgá-lo para outros membros da organização.

Ora, praticamente todos em uma empresa acabam usando a marca de alguma maneira: em uma correspondência, em uma apresentação de slides, relatórios, e-mails, e toda a infinidade de veículos em que a marca possa ser inserida. E todas estas pessoas devem estar conscientes da melhor maneira de usar a marca gráfica, assim como a grande importância de se respeitar as aplicações propostas no manual.

Quanto maior a empresa, e mais fragmentada for (com várias unidades, departamentos, franquias, pontos de venda), maiores as chances de usos sem unidade da marca. Em casos como franquias e empresas de serviços, esta falta de uniformidade é fatal para a percepção global da marca por parte do consumidor.

No caso de empresas menores, pode ser mais fácil controlar a aplicação da marca, pois seu uso normalmente é centralizado. Porém, ainda assim, existe a possibilidade de um fornecedor copiar a marca gráfica do site e usar em uma proposta de serviços para o cliente. E o fornecedor só tentou agradar!

Para que as recomendações do manual sejam seguidas, sugerimos algumas ações: 
- Não presumir que a simples existência do manual de identidade visual, por mais bem feito que seja, garante a sua utilização. Sua consulta deve se tornar um hábito, da mesma maneira que se consulta um dicionário ao redigir um texto. Para criar o hábito, é necessário o conhecimento da sua existência. 
- O treinamento (mobilização dos funcionários) pode ser feito por algum departamento responsável na empresa, ou pode ser um serviço a mais prestado pela agência de propaganda ou design que desenvolveu a identidade. 
- Que tal criar uma equipe de “policiais da marca”? É um recurso interessante para empresas com muitas unidades. Esta equipe deve ser um dos primeiros públicos a receber o treinamento. 
- Uma carta / declaração do presidente ou membro da diretoria da empresa, enfatizando a importância de se manter a identidade visual coesa, pode ser publicada nos meios de comunicação interna da empresa: house organ, jornal mural, e até incluída no próprio manual de identidade. 
- Ainda falando do manual em si, é bom lembrar sempre de usar uma linguagem fácil e acessível para leigos em design. O manual deve ser o mais completo e objetivo possível, eliminando ao máximo ambigüidades, interpretações duvidosas e casos omissos. 
- O manual pode ficar disponível na biblioteca da empresa, uma versão digital na intranet, ou uma cópia impressa para cada departamento. 
- Deve ser revisto sempre que surgirem casos que não haviam sido previstos inicialmente. Assim evita-se a obsolescência. Porém, deve-se estar atento para que estas revisões sejam feitas por especialistas, preferencialmente os que desenvolveram a identidade, para que as inclusões não fujam do conceito.

A existência e o cumprimento das recomendações do manual de identidade visual da marca são fundamentais, pois a padronização visual transmite precisão, modernidade e organização para a imagem empresa.
  • criado por  giselerosumek criado por giselerosumek
  • Postado em 21:12:59